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Tudo Conectado


(por Leandro Fonseca)

Relação Institucional CUFA/SC


Séc. XXI 2011 e andam falando por ai que o acesso ao fenômeno das comunicações mediadas por computadores (CMC) bate o recorde a cada ano trazendo novos usuários as redes sociais; Pesquisa realizada revela que o facebook possui mais de 500 milhões de usuários cerca de 7% da população mundial, até ai tudo bem, realmente é o grande boom do século XXI, mas em países de terceiro mundo como essa ascendência se da de fato?

Hora, o problema é sempre o mesmo, vira e mexe abordamos um tema ou outro e nos deparamos com aquilo que nos persegue “desigualdade econômica e social” sim! de fato esta tudo conectado...

Na década 40 o Brasil viveu a época do ouro das rádios a parir daí as informações se propagavam com mais facilidade, logo após na década de 70 os televisores tornam-se mais populares, no final da década de 90 a bola da vez foi a telefonia fixa e móvel, 21 anos depois vivemos o crescente acesso a internet.

Num país que habitam cerda de 192 milhões de pessoas possui aproximadamente 52 milhões de domicílios sendo 46 milhões de domicílios urbanos e seis milhões de domicílios rurais, aproximadamente 24% das residências possuem acesso a internet e 52% das residências mais ricas têm acesso à rede mundial de computadores, enquanto, nas mais pobres o percentual é de apenas 1,7%, parece que nessa conexão o número de “desconectados” pode ser bem maior do que podemos imaginar se comparados com a coréia do norte que possui cerca de 80% da população conectada, mas no Brasil a situação é inversa, são aproximadamente cerca de 60% de brasileiros sem acesso a internet.

Comecei a brincar com esse monte de números que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos fornece e fiz o seguinte exercício, hora à discrepância pode ir mais além: 25 milhões de domicílios são inadequados para a moradia e ainda temos um déficit de 23 milhões de moradia, no meu singelo entendimento esse déficit de moradia como que num passe de mágicas aumentou de 23 para 48 milhões de habitações, portanto nosso déficit habitacional é quase igual ao número de habitação já construído.

Mas o que mais me deixou intrigado foi ler o PNL (Plano Nacional de Banda Larga) que tem como meta anunciada atingir 40 milhões de moradia com um investimento de 13,2 bilhões de reais até o ano de 2014, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são aproximadamente 12 milhões de residências com acesso a internet, 52 milhões de domicílios e um déficit de 48 milhões de moradias, segundo a PNL a meta é cobrir exatamente todas as residências brasileiras inclusive as 25 milhões de residências inadequadas para a moradia.

E a vida segue tudo conectado e muitos desconectados.



Fonte: http://rizzolot.wordpress.com/2010/05/11/telebras-meta-e-internet-rapida-e-barata-a-40-milhoes-de-domicilios/
WWW.ibge.gov.br
http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Facebook_ja_tem_mais_de_500_milhoes_de_usuarios.html?cid=183810




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(por Leandro Fonseca)
Relação Institucional CUFA/SC
 
O Brasil é um imenso e verdadeiro caldeirão cultural, político e social. Nossa história começa a tomar uma nova configuração da chamada miscigenação a partir dos anos 1.500 quando Pedro Álvares Cabral ao comando das frotas que se dirigiam as índias, esbarraram no que chamamos hoje de América do Sul, ocupadas por povos indígenas que aqui ainda resistem em poucos espaços isolados. É num contexto hostil que ao longo de 500 anos nossa história continua a ser construída, de um lado uns lutando por justiça social e de outro, lutadores pelo acumulo de riquezas por meio de exploração desordenada.
Foi há mais de 500 anos que “três povos” configuraram nosso espaço nacional, os portugueses na corrida pela expansão territorial e comercial, os negros já dominados pelos europeus e os índios que lutaram bravamente para defender seu território.  Nestes mais de 500 anos muita coisa mudou; Passamos por regimes imperiais, ditatoriais e a chamada democracia, povos de todos os continentes hoje aqui construíram do Brasil seu território de paz e cidadania. Árabes, japoneses, chineses, espanhóis, alemães, norte americanos e os índios que aqui habitavam a mais de séculos? Sim! Ainda continuam lutando para manter um espaço saudável para se viver. Os trabalhadores operários do campo e da cidade que há oito anos elegeram um presidente condizente de sua condição social, as mulheres que hoje possuem o direito ao voto e serem votadas, participando do processo político do país rompendo mais uma importante barreira do preconceito e elegendo a primeira mulher presidente da república. Aparentemente o país caminha para um novo tempo, um tempo de participação, distribuição de riquezas e de oportunidades. Oportunidades essas que só serão verdadeiras quando os negros assim como os índios ocuparem seus espaços, de quem herdaram apenas as dívidas das riquezas extraídas do solo brasileiro.
Nesse novo tempo a organização de classe tem papel propulsor e fundamental na construção de uma nova era. A era das oportunidades iguais, onde negros, índios e pobres passam  ter os mesmos direitos de acesso a saúde, educação, lazer, trabalho e renda justa.
A CUFA (Central Única das favelas) completa 11 anos de existência no ano de 2011;  não apenas mais de uma década de existência, e sim mais de uma década disseminando oportunidades, preparando jovens negros e pobres dos 27 estados do território brasileiro que carregam até os dias de hoje as marcas desses mais de 500 anos de construção de uma nação. É exatamente essa ferramenta chamada CUFA (Central Única das Favelas) que a cada dia que passa ocupa espaços importantes na sociedade brasileira construindo suas próprias alternativas com um plantel invejável de jovens, que deixam de ser apenas jovens (invisíveis na sociedade brasileira) e passam a ser jovens intelectuais,lutadores e respeitados nos mais diversos núcleos políticos, empresariais e nas suas comunidades, sendo os verdadeiros protagonistas de uma boa história.  
Nesta ocasião ocorrerá a posse da Gestão 2011 (16/02 Fortaleza–CE)  CUFA, onde teremos um dos mais fortes quadros da CUFA (Preto Zezé) que ao lado de sua vice-presidenta (Karina Santiago de Assis Ávila) assumirão a tarefa, dando continuidade e conduzindo a CUFA para um novo patamar, gerando ainda mais oportunidades e preparando um número maior de jovens a ter um espaço digno na sociedade brasileira.


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